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Editoria: Vininha F. Carvalho5/3/2010


Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica abre inscrições para sua 10ª edição

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica – uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica - está com inscrições abertas para a décima edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, que tem como objetivo promover o jornalismo ambiental no Brasil, incentivar a produção de reportagens sobre o assunto e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais nas categorias Impresso e Televisão.

O concurso, que tem patrocínio, no Brasil, do Bradesco Capitalização e apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ), terá as inscrições abertas até 26 de abril pelo site, por e-mail ou correio, sendo que as reportagens devem ter sido publicadas ou veiculadas no período de 1° de abril de 2009 a 31 de março de 2010.

“Como os trabalhos finalistas das edições anteriores ficam disponíveis no site do concurso, eles podem ser utilizados como ferramentas de educação ambiental. E, assim, o Prêmio tem ajudado a promover a interação entre estudantes e profissionais do jornalismo interessados em meio ambiente como uma das mais importantes premiações do jornalismo ambiental brasileiro”, afirma Marcele Bastos, coordenadora de Comunicação da CI-Brasil e do Prêmio no Brasil.

Podem se inscrever jornalistas da imprensa escrita e televisiva brasileira, residentes no Brasil, empregados ou free-lancers, exceto correspondentes brasileiros no exterior. Cada um pode concorrer com até três reportagens e, no caso de trabalhos em equipe, um jornalista deve ser o representante, podendo inscrever em seu nome também até três reportagens.

Para matérias feitas em séries especiais exibidas em vários dias, cada uma delas equivale a uma inscrição. As reportagens de TV devem ser gravadas em DVD e ter sido exibidas no contexto de programas jornalísticos, documentários ou de variedades, transmitidas pela televisão aberta ou por assinatura, operando em território nacional.

“A cada ano sentimos a evolução na qualidade das reportagens inscritas, prova de que os jornalistas estão aprimorando seu papel de colaborar com a sensibilização da sociedade para a conservação da Mata Atlântica”, ressalta Ana Ligia Scachetti, diretora de Comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica.

As matérias inscritas para a categoria Impresso devem ter sido publicadas em jornais ou revistas e ter entre 300 e 5.000 palavras. Matérias publicadas exclusivamente na Internet e em boletins informativos não serão aceitas.

Os jornalistas devem enviar um exemplar da reportagem publicada (original ou cópia) e uma cópia em documento em formato tipo Word. O vencedor do primeiro lugar em cada uma das categorias irá participar de um evento internacional de conservação ou jornalismo ambiental. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente.

As reportagens devem tratar de regiões ou temas relacionados à Mata Atlântica. Mais de 20 temas podem ser inscritos, desde pesquisas científicas e seus resultados até sustentabilidade nas práticas agrícolas.

O júri é formado por profissionais das áreas de comunicação e conservação ambiental, sem a participação de representantes das instituições organizadoras. Para a inscrição, o jornalista ou equipe deve preencher um formulário de inscrição em papel ou pela internet para cada reportagem submetida; nesse último caso, o concorrente não se exime de enviar matérias e provas de publicação e veiculação pelo correio, juntamente com uma cópia impressa do formulário, preenchida e assinada.

Para chegar aos vencedores, o júri de cada categoria faz uma avaliação da matéria por meio do website do Prêmio em uma área exclusiva (para a categoria Impresso) e assistindo todas as reportagens inscritas no concurso em DVDs compiladas especialmente para o processo de avaliação (para a categoria Televisão).

Para os dois casos, são atribuídas notas de 0 a 10 em cinco critérios para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo, fontes, “digestão” da informação e tema) e quatro para a categoria Televisão (imagens e edição, conteúdo informativo e texto, fontes e entrevistas e tema).

Principais Resultados do Prêmio:

Nessas 10 edições, o Prêmio já recebeu mais de 587 inscrições na categoria Impresso e 259 na categoria TV, inaugurada em 2004 e exclusiva do Brasil. Com a premiação aos jornalistas vencedores – participação em um evento internacional de conservação ou jornalismo ambiental - o Prêmio de Reportagem visa promover a troca de experiência com profissionais de outros países, onde o Prêmio também é realizado, e mostrar para o Brasil importantes iniciativas que ocorrem no mundo e que podem ser replicadas no País.

“Ir ao México e participar do Wild 9 foi como ser premiada umas dez vezes: além de entrar em contato com os melhores fotógrafos de conservação do mundo, assistimos encantados aos shows de imagens da natureza e pudemos conhecer um pouco da península de Yucatán, seus cenotes e ruínas maias. E, no meu caso, ainda tive a grata surpresa de receber o prêmio América Latina” afirma Liana John, vencedora da Categoria Impresso em 2009, com a matéria “Araçaris, os restauradores da Mata Atlântica”, publicada na Revista Terra da Gente (SP), em abril de 2008 e também vencedora do concurso Latino-Americano, realizado no congresso no qual os vencedores usufruíram da premiação.

Em 2009, o Prêmio teve 70 inscrições na categoria Impresso e 45 na categoria Televisão, que teve como vencedor o programa “Um Pé de Quê?”, produzido por Estevão Ciavatta e equipe, veiculado em setembro de 2008 no Canal Futura. Como premiação, ambos ganharam a participação no Congresso Mundial de Áreas Silvestres, que aconteceu em Mérida, no México, em novembro de 2009.

Na Categoria Impresso, o segundo lugar ficou com Manoel Dirceu Martins, pela reportagem “Sem a espada da dúvida”, publicada na revista Terra da Gente. O terceiro lugar ficou com Sérgio Adeodato, pela matéria “O colecionador de mariposas”, da revista Horizonte Geográfico.

Na categoria Televisão, o segundo lugar ficou com Evandro Siqueira, com a reportagem “Na trilha dos palmiteiros” – exibida pelo programa Fantástico da TV Globo. A matéria “Áreas degradadas”, apresentada por Luciano Moreira dos Santos no programa Planeta Minas Meio Ambiente, da Rede Minas de Televisão, ficou em terceiro lugar.

Entre os temas que podem ser inscritos estão:

Alternativas econômicas

Biopirataria

Certificação florestal

Conservação da biodiversidade

Crimes ambientais

Ecoturismo

Educação Ambiental

Espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção

Extração de madeira e outras atividades econômicas que têm impactos sobre os recursos naturais

Mudanças climáticas

Pesquisa científica e seus resultados

Política e legislação ambiental

Populações indígenas e tradicionais

Produção e comércio de produtos não-madeiráveis

Questões sociais que afetam a integridade ambiental

Reciclagem e outras práticas sustentáveis nas cidades

Recuperação de áreas degradadas

Serviços Ambientais

Unidades de Conservação públicas e privadas

Valor econômico da biodiversidade

Mercado/Crédito de carbono

Saúde e meio ambiente

Efeitos da mudança climática na oferta de alimentos

Sustentabilidade nas práticas agrícolas
Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Conservação Internacional, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica existe desde 1999 e tem como principais atividades o Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Mata Atlântica) e o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Mata Atlântica.




Fonte: Madeleine Gonçalves
Fonte Link: http://www.premioreportagem.org.br



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